Dias de maio


Chega uma hora em que você cai na real e começa a perceber coisas obvias. Eu, que sempre lutei pela minha independência, por aquilo que eu chamava de liberdade, tive a certeza de que ninguém é auto-suficiente. Toda pessoa passa por um momento na vida em que vai precisar de alguém, de ajuda. Além de tudo, ninguém é livre. Não temos liberdade. Principalmente em se tratando de relações afetivas. Quantas vezes por causa do amor que sentimos por alguém (pai, mãe, irmão, amigo ou parente), ou pelo simples fato de querer agradar, "dar orgulho"... Adiamos e muitas vezes matamos uma vontade, uma meta, um sonho? Quantas vezes a gente não pensa em ser diferente de tudo aquilo que a sociedade impõem? Festa de 15 anos, um bom emprego, casamento na igreja, filhos... Eu sempre me perguntei, pra quê???? E por um capricho do destino ou dos Deuses, passo por dias desleais, que fazem com que eu repense tudo que pra mim era padrão. A vantagem disso tudo é que eu pude reconhecer pessoas incríveis, algumas estou em dívida eterna, outras não vão passar de uma grande decepção.

Ouro de tolo

Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso por ter finalmente vencido na vida, mas eu acho isso uma grande piada e um tanto quanto perigosa... Eu devia estar contente por ter conseguido tudo o que eu quis, mas confesso abestalhado que eu estou decepcionado! Porque foi tão fácil conseguir e agora eu me pergunto "e daí?" Eu tenho uma porção de coisas grandes prá conquistar e eu não posso ficar aí parado...





"Eu não acredito em caridade. Eu acredito em solidariedade. Caridade é tão vertical: vai de cima para baixo. Solidariedade é horizontal: respeita a outra pessoa e aprende com o outro. A maioria de nós tem muito o que aprender com as outras pessoas."
(Eduardo Galeano )