ana carolina - carvão





"Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você

O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa no colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você

No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixe aqui e solta a minha mão
E fui flechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?"


Metrópole dos Anjos



"... Tudo que me prende aqui
é que me faz sentir mais divino.
...

Leve-me pra casa
tire minha manta, encosta teu corpo no meu;
deixe a natureza cursar

Veja, minha Eva pós-moderna
O sol surgiu novamente
Eu, um anjo de guarda
sonho um dia
fazer-te "anjo" também

Porém agora apenas me ame
e lembre-se:
estou aqui,
estarei aqui
só me chame,
só me ame"

(Leonardo Silva)






charles bukowski



O amor é uma espécie de preconceito.
A gente ama o que precisa,
ama o que faz sentir bem,
ama o que é conveniente.

Como pode dizer que ama uma pessoa
quando há dez mil outras no mundo
que você amaria mais se conhecesse?
Mas a gente nunca conhece.