descompasso, desperdício.


Pior que bater sem querer o pé numa pedra e magoar uma ferida, pior que um beliscão, ou uma dor de dente, é a dor que você não sente fisicamente. A dor psicológica, que ataca bruscamente não só uma parte isolada, mas o conjunto: o corpo é todo dor.

No dia-a-dia, vários são os preceitos que podem decepcionar uma pessoa, nada magoa tanto como o que envolve diretamente as relações interpessoais. O ponto em que quero chegar é o fato dessas relações serem tão complexas e nem sempre apresentarem uma sintonia. Dói muito determinadas atitudes de quem você menos espera,(vamos acreditar que às vezes elas sejam "impensadas") principalmente quando se tem a sensação de que você não passa de um fardo, simplesmente você é a causa do cansaço: sua conversa e suas ideias parecem causar fadiga... aliás, totalizando, você até que é suportável, já que algumas vezes serve pra algo.

Existe uma garotinha que é uma eterna aprendiz, cada novo dia uma lição compreendida. Quando certas covenções fizeram-se presente em sua vida, ela teimava em resistir, contornar. Mas a inocência já arrumou de vez as malas, já abriu a porta e nesse momento segue o seu caminho. Somos parecidos com essa garotinha. Cedo ou mais tarde chega o dia em que você vai no jardim procurar o ouro guardado com tanto zelo e tragicamente, até que o encontra bem guardado, o problema é que o ouro na realidade era bijuteria.

A condição que algumas pessoas se sujeitam, me faz crer que o individualismo tem um peso bastante considerável em nossas vidas, e para tudo mudar, ele (o individualismo) deve ser pensado de uma outra forma. Ora, eu acredito que exista um grito preso na garganta de toda pessoa que está afetivamente ligada a alguém. Obviamente, a palavra a ser ressoada, depende do outro.