Eterno...

O amor esta inversamente proporcional ao materialismo, ele esta afeiçoado ao ser imortal que o habita temporariamente. Aí esta o amor: nesse sentimento sem ilusões, sem fantasias, sem paixão cega o lugar que reside o verdadeiro e eterno amor.

Claro que buscamos e nos encanta os olhos as belezas da forma física, porém falhamos ao não observar as grandezas de pequenos hábitos, simples e gentis. Valoriza somente a aparência exterior não é amor, é paixão ilusória. O amor verdadeiro observa, além da roupagem física que se desgasta e morre, a alma que se aperfeiçoa, para prosseguir vivendo.

As flores, por mais belas que sejam, um dia murcham e morrem. Mas o seu perfume permanece no ar e no olfato daqueles que o souberam guardar em frascos adequados. O corpo humano, por mais belo e cheio de vida que seja, um dia envelhece e morre, mas as virtudes do Espírito que dele se liberta, continuam vivas nos sentimentos daqueles que as souberam apreciar e preservar, na ânfora do coração.

+Mensagem Espírita 

Autoconhecimento


Como podemos destruir o mundo e achar que estamos maduros e autossuficientes apenas por ler livros e artigos? Como alguém que maltrata um animal acredita estar no caminho da evolução apenas por frequentar um templo e orar a Deus? Como podemos poluir um rio e chegar em casa e ter a consciência de acender uma vela ao santo e pedir proteção?

Trata-se de um organismo vivo, tudo esta ligado. Não existe fora. E se esquecemos de amar o próximo, de perdoar, cuidar da natureza, se deixamos de fazer nossa parte em deixar o mundo um lugar melhor pra se viver, de nada adianta buscar o autoconhecimento.

Discernimento dos sábios, sempre!

O Deus de Baruch Spinoza

Este texto foi atribuido à Baruch Spinoza, filósofo holandês que viveu no século XVII, chama-se: "Deus segundo Spinoza" ou "Deus Falando com você".


"Para de ficar rezando e batendo no peito. 
Saias pelo mundo, desfrutes de tua vida. 
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti. Para de ir a estes templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nas praias. Aí é onde eu vivo e expresso o meu amor por ti.

Para de me culpar pela tua vida miserável; eu nunca te disse que eras um pecador. Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar dos teus amigos, nos olhos de teu filhinho... 
Não me encontrarás em nenhum livro...

Para de tanto ter medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem me incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. 

Como posso te castigar por seres como és, se sou Eu quem te fez? 
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos os meus filhos que não se comportam bem pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso? Esquece qualquer tipo de mandamento, são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. 

Respeita o teu próximo e não faças aos outros o que não queiras para ti. 
A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida; 
que teu estado de alerta seja o teu guia. 
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Para de crer em mim . . . Crer é supor, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho de mar. Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, da tua saúde, das tuas relações, do mundo. 
Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... Aí é que estou: dentro de ti."