Hoje amanheceu gostoso.
Foi um bom dia (em se tratando do clima convencional aqui nos trópicos) ... céu nublado, atmosfera tranquila e inspiradora. Resolvi dar um jeito no quarto. Peguei todos os livros que estavam em um outro quarto, empilhados do lado do guarda-roupa, e coloquei todos na escrivaninha. Talvez assim eu desperte aquele velho hábito compulsivo por leitura. Senti falta de alguns livros de Garcia Marquez, encontrei livros que nem lembrava que possuía e que vão me ajudar muito na disciplina Brasil Republicano. Entre os livros, vi meu diário de 1996, foi legal ter reencontrado uma Joyce assumidamente carente e feliz do jeito que dava. A tarde estava doida pra jogar conversa fora, aquele clima nublado, ventinho gelado... pedia um brinde! Fiz algumas visitas sem sucesso, rs.
Agora estou aqui, ouvindo The Rip/Portishead.
É engraçado: bem que eu queria estar aqui... com meus livros, essa música e sentindo uma brisa que entra pela janela que apesar de fria, é acochegante. Pena que nem tudo é como a gente quer, pois eu não estou aqui. Estou percorrendo vielas cheias de lembranças, boca, olhares e cheiro que me inebriam e me encaminham a alguém. Hoje seria um bom dia para encontrar, reencontrar ou descobrir, talvez...
Nós, despreocupados com tudo que da sentido às nossas vidinhas.
Tanta imposição, regras e enfado.
Hoje, ainda é um bom dia para jogarmos tudo pro alto!
Hoje, ainda pode valer à pena...