Excomungamos...

"Excomungamos todos os pedófilos, estupradores, sequestradores e seus cúmplices que não só escandalizam os inocentes, mas os convertem em objeto de prazer e de lucro...

Excomungamos a violência do homem sobre a mulher e as crianças, não raro encoberta pela inviolabilidade do lar e da família e que, aos milhões, esconde hematomas, cicatrizes e traumas sem remédio...

Excomungamos os que fazem de seus carros uma arma que fere, mutila e mata e que seguem impunes pelas ruas com suas máquinas velozes e letais...

Excomungamos todo tipo de exploração do trabalho humano, transformando mulheres e homens em peças descartáveis de uma engrenagem que se alimenta de carne humana...

Excomungamos todas as milícias paramilitares e a "banda podre" das polícias porque, a cada ano, ceifam a vida de milhares de jovens e adolescentes...

Excomungamos todo sistema prisional que, pela superlotação, pelos abusos e pela tortura, avilta a pessoa humana e faz da prisão uma verdadeira escola do crime...

Excomungamos todos os mega-projetos, agro e hidro negócios, que devastam a natureza, contaminam o ar e as águas e, no afã de acumular poder e riqueza, reduzem drasticamente a biodiversidade sobre o planeta Terra...

Excomungamos todas injustiças e assimetrias realizadas em nome da "democracia liberal", pois a história tem sido testemunha de que essas duas expressões são incompatíveis... "

(Pe. Alfredo J. Gonçalves )
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Vi esse artigo no site da Revista Forum, e não poderia deixar de publicar aqui no blog. A posição de Pe. Alfredo deveria ser seguida pelo menos pela maioria dos membros da Igreja, especialmente pelo papel social que, queira ou não, ela desenvolve na sociedade.
Apesar do grande número de evangélicos a cada ano aumentar no Brasil, a Igreja deve se conscientizar do papel social que possui no cotidiano da vida brasileira evitando um comportamento do Período Colonial, ou seja, o de manter e granjear almas.



"Eu gosto de viver.
Já me senti ferozmente,
desesperadamente,
agudamente infeliz,
dilacerada pelo sofrimento,
mas através de tudo ainda sei, com absoluta certeza,
que estar viva é sensacional."


(Agatha Christie)

Into the Wild

"Acho que você deveria realmente promover uma mudança radical em seu estilo de vida e começar a fazer corajosamente coisas em que talvez nunca tenha pensado, ou que fosse hesitante demais para tentar.
Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso que parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito aventureiro do homem que um futuro seguro.

(...)

Se você quer mais de sua vida, deve abandonar sua tendência à segurança monótona e adotar um estilo de vida confuso que, de início, vai parecer maluco para você. Mas depois que se acostumar à tal vida verá seu sentido pleno e sua beleza incrível.
Seja nômade! Faça de cada dia um novo horizonte.
Você está errado se acha que a alegria emana somente ou principalmente das relações humanas. Deus a distribui em toda nossa volta. Está em tudo e em qualquer coisa que possamos experimentar"




> Sábias palavras de Alex Supertramp,
que na realidade chamava-se Chris McMandless.
Alex sucumbiu depois de sua odisséia no rigoroso frio do Alasca,
provavelmente por ter ingerido plantas selvagens venenosas.
Para uns era cosiderado um cara corajoso pra outros um estúpido,
creio que nos seus 24 anos, Alex viveu intensamente,
da forma como se sentia feliz.

O trecho citado foi retirado do livro "Na Natureza Selvagem", que conta a saga dos últimos dias de McCandless. Certamente esse trecho muito me sensibilizou,
pois discorre exatamente como vivemos uma vida mesquinha, cheia de preocupações com conformismo e o sedentarismo.
Não que eu queira pegar minha mochila com um punhado de arroz, algumas roupas e me mandar pra Serra da Capivara, claro que não!
O que vale aqui são indagações, levando em cosideração a nossa individualidade e evitando a prioridade das relações pessoais:
Quais as possibilidades de me sentir bem?
Em quais momentos da minha vida sinto prazer?
O que me da alegria no meu cotidiano?